

Sobre mim
Psicanalista com formação pelo Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP). Faço parte da Rede de Atendimento e coordeno o grupo de estudos Observatório de Psicanálise e Política, ambos no CEP.
Ofereço atendimentos clínicos sustentados pelo tripé psicanalítico: supervisão, análise pessoal e o estudo permanente da teoria.
Para além da formação acadêmica, o desejo de fazer perguntas, conhecer profundamente o comportamento humano e as estruturas que nos trouxeram até aqui estão em mim há muito tempo. Assim como a vontade de testemunhar grandes transformações. Eu me sinto assim desde antes que eu pudesse entender esses desejos e colocá-los em palavras.
Em minha análise pessoal, pude perceber e interrogar muitas de minhas próprias buscas e angústias. Consegui ainda elaborar questões a partir dos meus sonhos, aquelas imagens que sempre me deixavam intrigada e continham mensagens interessantes.
Neste percurso particular, descobri que gostaria de estar no lugar de analista e acompanhar outras pessoas na busca por significados em suas próprias vidas. Mas, eu já tinha uma carreira estabelecida e gratificante no jornalismo. Como eu faria isso?
Minha rotina era cobrir acontecimentos importantes para a sociedade brasileira e também profundos acontecimentos individuais. Histórias de pessoas que buscavam conservar uma estrutura social, de gente que se tornou vítima da mesma estrutura, mas também de quem encontrou respostas surpreendentes e inspiradoras apesar destas circunstâncias.
Como repórter, ouvi milhares de pessoas das mais diferentes origens e posições. E eu gostava muito! Mas algo me incomodava… Porque comecei a perceber o quanto a sociedade também resulta da maneira como cada um de nós consegue lidar com os próprios dilemas, medos, desejos e com o que ainda nos falta. E passei a querer trabalhar mais de perto com pessoas e suas subjetividades.
Foi então que decidi iniciar um novo rumo. Cursei a formação em psicanálise e comecei a me dedicar integralmente à clínica e aos estudos de psicanalíticos. Atualmente, como psicanalista, continuo a acreditar no poder de ouvir e contar histórias, que são sempre únicas. Cabe a cada pessoa construir sua trajetória singular. Dá trabalho, mas também dá a liberdade de poder ser quem se é.

Por que a Psicanálise?
A psicanálise vai além da terapia. Ela é uma ferramenta para alcançar uma vida mais autêntica e singular. Então, não existe uma hora certa para começar, mas sim uma disposição para se investigar e buscar seus desejos.
Uma das maiores contribuições psicanalíticas para a ciência é a descoberta do conceito de inconsciente. Ele é uma parte psíquica que nos escapa e, ao mesmo tempo, dita nossos pensamentos, valores, sonhos, desejos, atitudes e alguns comportamentos.
Por isso, a psicanálise foi criada como uma abordagem para trabalhar esses conteúdos inconscientes e entrar em contato com o que é realmente seu e o que é do outro. O que é da ordem do desejo, da vontade e dos modelos considerados admiráveis pelas pessoas próximas e pela sociedade… mas eles são pra você?
Em análise, é possível encarar o diferente, o que te falta e suportar essas ausências. É onde você pode questionar o que quer sem precisar fugir, porque estar perto de realizar um desejo também pode ser assustador!
E assim, se abre um caminho para buscar e sustentar a própria singularidade ao fazer dos sentimentos, angústias, dúvidas e conflitos um lugar de construção de uma vida com mais sentido.
Sigmund Freud, o criador da psicanálise, disse: “quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”. É difícil fazer isso só! Mas, com apoio, essa travessia pode ser mais interessante e recompensadora.